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Doutores da Esperança realizam ação no Hospital São João Batista

A Santa Casa de Misericórdia de Barra Mansa, em parceria com a trupe Doutores da Esperança, realizou nesta quarta-feira, dia 03, o 1º Congresso de Humanização com arte de Clown da região Sul Fluminense. O evento aconteceu no Centro de Estudos do hospital e contou com a presença de psicólogos, assistentes sociais e representantes das trupes da região.

O objetivo do congresso é criar um dispositivo para organizar todas as equipes de palhaço que trabalham nos hospitais da região Sul Fluminense. “Nós queremos criar um padrão para esse serviço de humanização hospitalar. Fazer com que o trabalho seja feito com segurança e qualidade”, contou Leandro Santos, o administrador da trupe, explicando que realizar essa arte de forma uniforme é uma garantia tanto para o hospital, quanto para os palhaços. “Quando uma trupe comete um erro, isso reflete em todas as outras equipes, por isso que surgiu a ideia desse ‘selo de qualidade’, para garantir a segurança e eficácia do nosso trabalho”, disse.

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Despertar sorrisos e animar o dia de quem está há dias ou semanas internado. Esta é a missão do grupo “Doutores da Esperança”, uma nobre atitude, alinhada ao trabalho de humanização desenvolvido nos hospitais municipais São João Batista e do Retiro, em Volta Redonda.

 

Neste fim de semana a equipe deu um colorido a mais à rotina de crianças e adultos internados no HSJB.

Para a dona de casa Daiane Ferreira Gomes, a visita foi muito especial.

– Faz nove dias que meu filho Lucas, de dois anos, está internado tratando uma pneumonia. Durante essa visita, vi a carinha dele feliz, sorrindo. Foi muito bom. É um meio de estimular a criança que está triste, que não sorri e com isso a enfermidade vai embora até mais rápido – disse Daiane.

O palhaço Betão Gentileza, como é conhecido Carlos Anderson Pereira, é designer de interiores e um dos idealizadores do “Doutores da Esperança”.

– Minha vida mudou. Antes eu era totalmente voltado para o trabalho. Hoje eu também sou um palhaço e a cada visita que a gente faz, além da emoção, eu me sinto muito feliz de ver o brilho no olhar e o sorriso de cada pessoa – contou.

O autônomo Franklin Antônio de Paiva estava acompanhando o filho Braian Paiva, de 13 anos, prestes a passar por uma cirurgia.

– Até para mim foi uma surpresa. Eles distraem a gente e sorrir também é um remédio – disse. “Achei engraçado sim, a gente até esquece que está em um hospital”, completou seu filho.

O secretário municipal de Saúde, Alfredo Peixoto, comentou sobre o projeto. “O nosso prefeito Samuca Silva me solicitou uma atenção especial com os ‘Doutores da Esperança’, pois se trata, literalmente, do que acreditamos para a saúde de Volta Redonda: a humanização. Eles sempre terão nosso apoio”, enfatizou.

E para os palhaços de primeira viagem a emoção é inesquecível.

– Eu sempre tive vontade de fazer um trabalho voluntário, mas não sabia como. E quando eu conheci o grupo foi maravilhoso. A gente faz um curso antes de entrar e hoje é minha primeira vez. Saber que somos capazes de amenizar a dor das pessoas é muito gratificante – disse a dona de casa Gisele Guilon Santana.

Notícia publicada em: http://diariodovale.com.br